Realizado no segundo dia do 15º IntegraCISP, treinamento teve como tema cobrança amigável e explicou como credores devem atuar diante de empresas em recuperação judicial

Na manhã do dia 14, os participantes do 15º IntegraCISP acompanharam o treinamento “Cenários de Cobrança e Recuperação Judicial”, ministrado pela Global Cobranças.

Robson Luis Garcia, gerente de planejamento e processos da consultoria, afirmou que, no início de 2019, o aumento da confiança do consumidor deve proporcionar o aquecimento do consumo, ainda que de forma gradual, aumentando a demanda de trabalho para os profissionais de crédito e cobrança.

E nesse cenário desafiador, o uso da tecnologia pode permitir a prática de uma cobrança amigável.

“Não podemos supor que nosso cliente é organizado, por exemplo. Por isso, precisamos usar ferramentas que estão ao nosso alcance, como e-mails com boleto para pagamento. Esses e outros recursos podem contribuir de maneira significativa para o melhor relacionamento com o cliente”, explicou Garcia.

Ele lembrou que o mobile tem papel cada vez mais importante, também para a área de crédito e cobrança.

“Hoje o mundo todo está conectado pelos celulares, que podem ser úteis para a realização de um contato amigável. Muitas vezes, a área comercial já possui o número do cliente e pode compartilhá-lo com outras áreas da empresa”, orientou Garcia.

Sidnei Martins, supervisor financeiro da Cia Iguaçu, fez um balanço das informações apresentadas nessa etapa do treinamento.

Cobrança judicial

Na sequência, Fabrício Bittencourt, gestor de assessoria jurídica da Global, falou sobre cobrança judicial. Segundo ele, essa é uma importante ferramenta na recuperação de valores, que precisa ser levada em conta pelas equipes de crédito e cobrança.

“Hoje, o poder judiciário já enxerga que há muitas empresas que se aproveitam do momento econômico do País para justificar a falta de pagamento. O credor tem mais respaldo”, contou Bittencourt.

O especialista também destacou uma série de recursos jurídicos virtuais que podem ser úteis para os associados da CISP, como o Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (SREI) e outras medidas de apoio à cobrança.

“Temos um dos poderes judiciários mais informatizados do mundo, com sistemas fantásticos, elogiados no exterior”, afirmou Bittencourt. “O processo eletrônico, por exemplo, uniformiza e automatiza os trâmites processuais, melhora o controle e permite a padronização de dados e informações. Além disso, reduz custos”, complementou.

Em sua apresentação, Bittencourt também esclareceu diversas dúvidas dos associados sobre cobrança no âmbito jurídico.

“Muitas vezes reclamamos da morosidade da justiça, mas precisamos ter em mente que se trata de um aliado importante para a recuperação de recursos financeiros. Isso não pode ser ignorado”, finalizou.

Rafael Pereira, coordenador financeiro do Frigorífico El’golli, afirmou que as informações apresentadas por Bittencourt podem contribuir para a realização de cobranças jurídicas em sua empresa, com muito mais eficácia.

Lei de Insolvência

Na última parte do treinamento, Fernando Morales Cascaes, advogado da Cavallazzi, Andrey, Restanho & Araújo Advocacia, e Maurício Colle de Figueiredo, advogado da Innovare, falaram sobre os princípios modernos da Lei de Insolvência, que são baseados na reestruturação da empresa, otimização de ativos, recuperação de crédito e estímulo a investimentos.

“É fundamental frisar que o objetivo principal da lei é garantir a fonte produtora de riqueza, ou seja, a empresa que está em crise. Afinal de contas, sem a sua sobrevivência, os credores também perdem”, disse Figueiredo.

No entanto, os palestrantes enfatizaram que os credores têm protagonismo em um processo de recuperação judicial.

“Eles têm papel preponderante, pois, na prática, vão decidir a viabilidade econômica da empresa que pediu recuperação judicial. Por isso, é interessante que se organizem, participem da assembleia de credores e se unam para defender seus interesses. É preciso agir ativamente”, complementou Cascaes.

Os advogados também frisaram que é importante conhecer os mecanismos da Lei de Insolvência que protegem o credor.

“Poucos sabem, mas em um processo de recuperação judicial, a empresa devedora tem dois anos para pagar o que deve. Caso isso não ocorra, o credor tem a possibilidade, até mesmo, de pedir a falência do negócio e exigir o pagamento específico de sua dívida”, explicou Figueiredo.

Daniela Barbeiro, analista de crédito da JBS, aprovou o conteúdo do treinamento realizado ao longo do dia.

Confira algumas imagens do segundo dia do 15º IntegraCISP

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