Em um cenário com mudanças constantes, gestores devem desenvolver quatro inteligências para cultivar a confiança dos colaboradores

Até a década de 70, o ambiente de qualquer empresa tinha como desafio oferecer qualidade ao mercado sem deixar de lado a produtividade. Muitos anos depois, o dilema passou a ser outro. Agora, as organizações precisam abrigar, de forma equilibrada, tecnologia e humanização.

Diante desse novo cenário, onde parte dos profissionais se sentem inseguros frente às rápidas e constantes mudanças, qual deve ser o papel do líder?

Quatro inteligências

Para Edson de Paula, master coach, graduado em comunicação, liderança e comportamento organizacional, as mudanças que a tecnologia traz contribuem para uma crise de confiança dentro das empresas. E os colaboradores precisam de gestores que indiquem a direção a seguir.

“Não há mais espaço para o líder comandante, que apenas determina a ação. Hoje, como um coach faz, a liderança precisa traduzir conteúdo complexo de forma simples e didática para seus liderados e, consequentemente, outros facilitadores nascem dentro do ambiente. Assim se combate a insegurança, com uma figura inspiradora”, revela o especialista e palestrante.

Assumir essa nova postura é possível por meio do desenvolvimento e da prática de quatro diferentes tipos de inteligência. São elas:

Contextual — relacionada à adaptabilidade;

Física — referente à concentração focada de corpo e mente;

Emocional — tem a ver com o processo e gerenciamento das emoções no ambiente de trabalho;

Inspiradora — transmite temas complexos de forma simples e didática para seus liderados.

Edson diz que para se desenvolver, um gestor precisa, antes, entender que essas quatro inteligência existem, além de seu significado. Nessa etapa, um profissional de mentoria ou um coach pode ajudar, explica.

Edson de Paula

Ovelha negra

Todo líder que busca a mudança pode sentir certa resistência ao implementar processos inovadores.

Mas segundo Edson, um profissional extremamente competente, visto como “mosca branca” deve dar lugar à “ovelha negra”, pois o líder dos novos tempos também tem capacidade de sobra, mas traz um incômodo positivo para os seus liderados.

“Para quebrar as barreiras, ele assume riscos de forma inteligente, fornecendo evidências e dados que comprovam a mudança organizacional positiva resultante da inovação que propõe. Dessa forma, contribui para que o lado humano se reencontre consigo mesmo em meio à tecnologia, dentro do ambiente de trabalho”, finaliza.

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