Líderes centralizadores podem desmotivar equipe e prejudicar clima organizacional

A dificuldade em delegar ocorre em diferentes empresas, não importa a área de atuação ou o porte. E esse padrão de comportamento pode trazer inúmeros problemas. As equipes que trabalham com uma liderança centralizadora se sentem inferiorizadas e, com o passar do tempo, desmotivadas.

Na maioria desses casos, os gestores que agem dessa forma têm receio de que os resultados não sejam atrelados a eles. Por isso, precisam estar à frente de tudo que é realizado por seu time.

A agenda cada vez mais apertada e cheia de compromissos também contribui para esse comportamento. Muitas vezes, quem está à frente de outros colaboradores não consegue gerenciar e distribuir tarefas como deveria.

“Isso ocorre devido a um acúmulo nas funções diárias, não permitindo uma visão de trabalho em equipe, como uma estratégia para alcançar maior eficiência nas operações. Sendo assim, esses profissionais centralizam tudo para si, acreditando ser essa uma opção viável para o cumprimento das atribuições”, conta Tábitha Laurino, gerente sênior da Catho.

Autonomia desestimulada

Normalmente, esse perfil de liderança impede que a equipe se posicione, questione ou contribua com ideias ou sugestões. Por ter tendência a não compartilhar resultados e objetivos, um líder com essas características não propicia um ambiente de comunicação e relacionamento, desestimulando a autonomia do time e ignorando pontos de vistas dos funcionários na execução das atividades do dia a dia.

Além disso, um líder centralizador dificilmente reconhece seus erros. Ele prefere direcionar a culpa a terceiros e pode apresentar um perfil mais rígido e inflexível, dependendo da situação. Por isso, demonstra pouca empatia ou certa indiferença, em determinadas situações.

É possível mudar

Para saber se a relação entre gestor e equipe vai mal ou não e, a partir desse momento, adotar uma postura diferente, é preciso observar com atenção alguns aspectos e se questionar sobre os seguintes pontos:

  • Você conhece sua equipe de trabalho e as competências de cada um?
  • Sabe transferir responsabilidades?
  • Confia na qualidade de entrega do seu time?
  • Sabe definir prazos e explicar comandos com clareza?
  • Sabe como oferecer o que é necessário para o cumprimento das tarefas ordenadas?
  • Supervisiona a execução dos comandos?

“O principal ponto de transição de perfil profissional é se abrir para novas percepções, bem como ao diálogo. Afinal, a comunicação é um ponto muito importante para o estilo de liderança mais aberta – ou democrática – uma vez que esse perfil busca compartilhar ideias e sugestões”, declara a gerente sênior da Catho.

“O líder democrático e que sabe delegar tem facilidade em propiciar um ambiente mais integrador e interessante à troca e boa relação entre os colaboradores. Por meio do estímulo coletivo, obtém ganhos em produtividade e no clima organizacional, já que todos se tornam pertencentes e participativos na tomada de decisões”, afirma Tábitha.

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