Com aumento da confiança dos investidores, queda nos índices de desemprego e reforma da previdência, mercado financeiro aposta no crescimento da economia para 2020

Há a sensação no mercado de que o crescimento, aos poucos, vem sendo retomado no país. O risco Brasil, por exemplo, é praticamente zero. Ou seja, atualmente a desconfiança de que os investidores não veem mais a possibilidade de o país quebrar.

Embora tímida, há uma retomada do crescimento em curso. A taxa de desemprego no Brasil fechou o último trimestre em 11,8%, com leve queda em relação aos meses anteriores, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já a confiança do empresário da indústria seguiu em 59,3 pontos, em outubro. No mesmo período do ano passado, era de 53,7 pontos.

A razão disso está atrelada à aprovação da reforma da Previdência, ao encaminhamento de uma agenda de medidas de crescimento prestes a sair do papel e, também, ao controle da inflação e de uma taxa de juros básica, que vai caindo seguidamente. “É possível afirmar que reforma da Previdência e o encaminhamento de uma agenda de medidas de crescimento contribui para uma retomada mais vigorosa do crescimento, mas o controle inflacionário é indiscutivelmente uma necessidade para o crescimento e desenvolvimento econômico”, declara Flávio Alberto Oliva, professor de graduação e pós-graduação da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).

Manter a taxa de inflação sob controle é sinônimo de melhoria econômica e social”, explica Flávio Alberto Oliva, professor de graduação e pós-graduação da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste)

Juros e cenário internacional

A queda da taxa Selic, como está ocorrendo neste momento, estimula investimentos que podem gerar empregos e consumo. Mas na atual conjuntura econômica, assim como outros países, o Brasil depende do cenário internacional para seguir em marcha de recuperação.

Parte do mercado financeiro projeta uma retomada de 2% para o ano que vem. Mas isso depende de a economia global confirmar as projeções de crescimento, com a possibilidade do encerramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

“Não são somente as medidas internas de ajustes na economia, gastos do governo e das reformas que produzem efeitos. Dependemos substancialmente do cenário externo, principalmente para a exportação de produtos e credibilidade do investidor. A desaceleração do ritmo das reformas e ajustes na economia pode ser um fator preponderante nesse sentido”, destaca Oliva.

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