A maneira como líderes se comunicam e se expressam junto aos colaboradores é a chave para o sucesso de empresas e ideias

Em tempos de excesso de informação e múltiplas plataformas de conexão, comunicar-se com assertividade é fundamental para conseguir gerar resultados e estabelecer conexões. No caso de líderes e chefias, essa necessidade é ainda maior, já que o sucesso da organização e dos negócios depende muito das relações entre colaboradores, clientes e parceiros.

Um dos maiores best sellers sobre esse assunto é o livro escrito por L. David Marquet, membro do exército estadunidense e que se tornou conhecido por transformar o que era considerado o pior dos pelotões navais do país em modelo de rendimento e comportamento. A obra, chamada “Leadership Is Language: The Hidden Power of What You Say – and What You Don’t” (Liderança é linguagem: o poder oculto do que você diz – e do que você não diz”, em livre tradução), narra a experiência de Marquet no exército e mostra como ele mudou o contexto em que estava com mudanças em sua forma de comunicação.

Liderança é linguagem

A premissa apresentada pelo autor é a de conferir poder a todas as pessoas, considerando-as líderes e não seguidores. Para Marquet, as pessoas se sentem valorizadas e contentes ao serem partes de algo maior do que elas mesmas, contribuindo para a obtenção de sucesso coletivo. Em outras palavras, o que David percebeu foi a maneira como a busca pela satisfação pessoal pode ser alinhada com objetivos conjuntos; essa visão vai na contramão de modelos de liderança baseados na disciplina e na rigidez, já que ela deixa um pouco as estruturas de hierarquia para oferecer uma lógica de colaboração mútua.

Para o autor, oferecer maior poder para as pessoas, incluindo-as em processos decisórios, gera inspiração e senso de responsabilidade, impactando em ações mais centradas e positivas. Em vez de “mandar” ou convencer, cabe à liderança estabelecer uma linguagem que estimule o compromisso com o que está sendo feito e com o modo como cada tarefa é executada.

Essa postura, para Marquet, significa expressar mensagens de curiosidade e vulnerabilidade frente aos colaboradores. Novamente, essa ideia contrapõe uma chefia autoritária, que se considera sempre certa e invulnerável, e que não se apresenta relacionável com os colaboradores. Estando abertos e interessados no que os colaboradores têm a dizer, os líderes conseguem realizar uma construção coletiva de suas atividades e promover ambientes positivos para todas as partes envolvidas. Ao mesmo tempo, cada uma dessas pessoas envolvidas terá voz ativa e participação naquilo que faz, atribuindo sentido e relevância para as suas atividades.

Estar na posição de liderança significa saber conduzir pessoas e processos de maneira benéfica para todas as partes e, a partir disso, gerar resultados positivos para a organização em si. Por isso, vale a pena avaliar constantemente as formas de comunicação que estão sendo realizadas e buscar aprimorar as estratégias e ferramentas que estão sendo utilizadas.

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