Comunicação empática com equipes requer que cada um conheça si mesmo e esteja disponível para mudanças

“Calce seus próprios sapatos”. Este foi o convite da professora Andrea Deis, gestora empresarial e especialista em neurociências, no treinamento “Comunicação Empática”, ministrado por meio do Instituto Presbiteriano Mackenzie, durante dois dias do 32º Encontro dos Representantes de Crédito e Cobrança, o PartCISP 2022.

A frase pode gerar algumas perguntas. Afinal, como algo de abordagem individual conversa com o tema empatia para pessoas que lideram equipes? Empatia não é sobre “calçar os sapatos” do outro?

De acordo com a especialista, só é possível falar em comunicação empática e colher os benefícios dela quando há um trabalho de autoconhecimento genuíno, com honestidade e veracidade consigo mesmo.

Dinâmicas lúdicas provocaram reflexões profundas entre os associados.

Se conhecer potencializa a escuta ao outro

Mais do que desenvolver habilidades técnicas e o estudo de temas de gestão, Andrea conduziu os participantes em uma dinâmica de exercícios, análise de vídeos, atividades práticas e lúdicas e simulações que despertaram inúmeros insights e reflexões entre os associados.

Um dos principais starts dessa dinâmica foi o entendimento do poder da escuta, fundamental para o contexto de liderança de pessoas. Andrea trouxe a abordagem de que a comunicação plena está em um bom ouvinte. “Falar e comunicar são coisas distintas. A comunicação requer ouvir, com curiosidade, sem julgamentos, criando pontes”, comentou a especialista.

Esteja disponível

E se a disponibilidade para mudanças e para o novo era um convite do treinamento do PartCISP 2022, os associados começaram o processo justamente durante esse grande encontro, sendo tocados de forma profunda e efetiva, à medida que permitiram-se participar deste grande exercício de autoconhecimento.

Mais do que troca de informações, este foi um aprendizado regado a emoções, no qual os associados puderam se ver diante de pontos muito pessoais que, certamente, têm importantes reflexos e sua jornada profissional nas empresas em que atuam.

Atividades simples trouxeram revelações sobre perfis de comportamento.

Coordenadora financeiro da associada Omamori, Luana Gonçalves contou que foram diversas as reflexões que vivenciou, enquanto ser humano e enquanto profissional em cargo de liderança, a partir das dinâmicas.

“Adorei o foco em inovação, proatividade, diálogo e humanização do treinamento”, disse Luana, que considera que terá ainda mais sensibilidade na lida com pessoas, com foco na abertura para escuta, sinergia e considerando, ainda, a comunicação não verbal, com atenção às expressões, por exemplo.

A ênfase nos vínculos entre as pessoas foi um ponto de destaque também para a coordenadora financeiro da associada JDE, Milena Betelli. Considerei que foi um treinamento para a vida, uma oportunidade de aprender e refletir para a gestão de pessoas com novos insights.”

Abrindo espaço para o verdadeiro networking

De acordo com Andrea Deis, pessoas disponíveis abrem caminho para a aproximação afetiva, com escuta e sem julgamentos, comportamento que vai na contramão do chamado “piloto automático” e que é crucial para as relações interpessoais.

Ação com foco em trabalho em equipe.

“O verdadeiro networking é aquele em que a gente dá sentido para o outro”, enfatizou a especialista, que considera que a comunicação assertiva – seja entre líderes e suas equipes, seja com outros interlocutores – começa com expressões positivas e com o que ela chama de “amor aflorado dentro de si”: então, olhemos com mais gentileza para nós mesmos. Não sejamos nossos próprios vilões.”

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