Palestra levou aos associados CISP um olhar sobre perfis comportamentais com foco em equipes e clientes

Quem não entende de pessoas, não entende de negócios. Já parou para pensar sobre as raízes dessa afirmação? O insight provocativo foi levado aos nossos associados pela especialista em comportamento humano, Alessandra Medeiros, durante a reunião do Grupo de Trabalho de Crédito e Cobrança da CISP.

Com o tema “Decifre e influencie pessoas para alcançar a alta performance” e a participação de Daniel do Amaral, também especialista no assunto, a palestra teve como objetivo despertar novas percepções no que diz respeito às relações no ambiente profissional.

Isso porque o desenvolvimento de habilidades comportamentais é peça-chave para atuar com mais assertividade em diferentes grupos, seja no que diz respeito à liderança, entre parceiros nas equipes e, claro, clientes.

Perfis comportamentais como norteadores

Para basear esse olhar sobre si mesmo e as pessoas com as quais você se relaciona, os palestrantes trouxeram um pouco do que se pode analisar a partir dos perfis comportamentais: dominante, influente, estável e conforme. Os seres humanos possuem porcentagens dessas características, tendo sempre um que se sobressai. Entenda os perfis:

  • Dominante
    Pessoas decididas e produtivas. Perfil focado em resultados, otimista e protagonista. Por outro lado, essas pessoas podem ser impacientes, impulsivas e intolerantes.
  • Influente
    Pessoas interativas e persuasivas. Perfil comunicador, carismático, generoso, bem-humorado, desperta espírito de união e é emocional. Por outro lado, pode ser indisciplinado, inquieto e ter dificuldades para estabelecer prioridades.
  • Estável
    Pessoas seguras, confiáveis, que buscam colaboração e trabalho em equipe. Perfil diplomático, eficiente, organizado e bom mediador de conflitos. Por outro lado, pode ser teimoso, indeciso, desmotivado e julgador.
  • Conforme
    Pessoas corretas e que respondem bem a regras. Perfil de alto padrão de eficiência, perfeccionista, detalhista, sensível e que encontra soluções criativas para problemas. Por outro lado, pode ser deprimido, pouco prático e contestador.

Fonte: Sociedade Brasileira de Desenvolvimento Comportamental (SBDC)

Avalie perfis e tenha o melhor das pessoas

De acordo com Alessandra, é preciso dedicar tempo e atenção para compreender melhor como as pessoas com as quais atuamos profissionalmente funcionam, a fim de “extrair” o melhor delas na lida com os trabalhos.

Para líderes, por exemplo, as visões que essas percepções proporcionam são fundamentais em tomadas de decisões como promoções, demissões e delegação de tarefas. Nesse sentido, Daniel frisa que o domínio do assunto poderia evitar contratações equivocadas, em que pessoas são inseridas em contextos e tarefas não compatíveis com a maneira como funcionam.

Na direção do comentário de Daniel, Alessandra argumenta que o ponto principal para desencadear gaps e conflitos em equipes está na falta de aprofundamento nos relacionamentos de acordo com cada perfil. “Quando a pessoa tem a habilidade de exercer isso para se comunicar, um dos resultados é a expansão de bons resultados.”

Estratégia pode ajudar a reverter inadimplência

Nesse sentido, também é possível que profissionais do setor de Cobrança trilhem caminhos para reverter inadimplências junto a clientes, a partir da aplicação desses conhecimentos para compreender melhor o perfil comportamental das interfaces com as empresas com saldos negativos.

“As pessoas querem tratamento individualizado. Quando as empresas conseguem traduzir isso na medida certa, ela tem um diferencial com seu cliente”, afirma Alessandra.

Para a analista de Crédito da associada Diageo, Thuane Mata, a palestra foi muito esclarecedora. “Quero levar os insights para minha atuação profissional.”

Comportamento é fator de peso na chamada 5ª revolução

A especialista ressalta que o equilíbrio no aspecto profissional está atrelado ao que tem sido chamado de 5ª revolução, na qual, de um lado, está o avanço da tecnologia e, do outro, o equilíbrio emocional das pessoas e as habilidades cognitivas exclusivas do ser humano.

Não se trata, apenas, de saber sobre perfis, mas de entender como estão as estruturas internas (empresas, departamentos, equipes etc.) e como as pessoas funcionam, veem e são vistas. “Ao entendermos o nosso comportamento e o dos que estão à nossa volta, passamos melhor por essa 5ª revolução.”

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